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DETALHES - P&R

Autor(a):       Mariana C. Raslan
Data:             29/03/2007 08:38:02


Qual a orientação nutricional para o paciente com insuficiência renal crônica não dialítica ou tratamento conservador?

O paciente que apresenta insuficiência renal crônica (IRC), mas ainda não está sendo submetido à diálise (fase pré-dialítica ou tratamento conservador) deve cuidar de sua alimentação, principalmente no que diz respeito ao sódio e à proteína de origem animal.

A progressão da doença não é totalmente justificada pelo uso excessivo da proteína, porém, acredita-se que o aumento da ingestão de proteína eleva a proteinúria (eliminação protéica através da urina), aumentando o ritmo de progressão da doença renal. A alimentação restrita em proteína atrasa a entrada para a diálise quando comparada à dieta não restrita. O efeito protetor da dieta hipoprotéica inclui diminuição da pressão intraglomerular, menor excreção de amônia e fosfato, menor geração de produtos nitrogenados tóxicos e íons inorgânicos responsáveis pelos distúrbios clínicos e metabólicos característicos da uremia, diminuição dos lipídeos séricos e redução de fatores mitogênicos e de crescimento.

Para calcular a dieta, os carboidratos complexos e simples, gorduras, frutas, verduras e legumes podem ser utilizados seguindo as recomendações tradicionais.

Nos casos de diabetes e hipertrigliceridemia, os carboidratos simples e complexos devem ser controlados; na hipercolesterolemia, a gordura deve ser preferencialmente a do tipo poli e monoinsaturada; na hipercalemia (aumento dos níveis séricos de potássio), as frutas, verduras e legumes devem ser controlados. Se o paciente apresentar hiperfosfatemia, esta será controlada por meio da restrição protéica, visto que as fontes de proteína da dieta são as mesmas que contêm fósforo (especialmente carnes em geral, leite e derivados e ovos).

Recomendações nutricionais para o tratamento conservador de pacientes renais crônicos:

Calorias: em casos de necessidade de redução de peso corporal, usa-se aproximadamente 30 cal/kg de peso. Em repleção, usa-se mais que 35 cal/kg.

Proteínas: geralmente a recomendação protéica é similar à recomendação da população geral, sendo de 0,8 a 1,0 g proteína/kg de peso corporal. Porém, quando há evidência da progressão da IRC, utiliza-se 0,6 g proteína/kg de peso corporal, perfazendo uma dieta hipoprotéica convencional.

Carboidratos: de 55 a 65% do valor energético total.

Lipídeos: 30 a 35% do valor energético total, sendo saturados menos que 10%, monoinsaturados entre 10 e 15% e poliinsaturados 10%.

Sódio: seguir recomendações similares às para hipertensão arterial, de até 6 g de sal ao dia, equivalentes a quatro colheres rasas de chá.

Assim como o paciente que faz hemodiálise ou qualquer outro tratamento para insuficiência renal aguda ou crônica, o renal crônico em tratamento conservador deve ser orientado individualmente, sendo obrigatório o seu acompanhamento por um nutricionista a fim de potencializar seu tratamento nutricional.


Referência (s)

1. Cuppari L et al. Doenças renais. In: Cuppari L. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar UNIFESP/ Escola Paulista de Medicina - nutrição clínica no adulto. 1a ed. São Paulo: Manole. 2002. p. 167-199.

2. Martins CM, Riella MC. Nutrição e hemodiálise. In: Riella MC e Martins CM. Nutrição e o rim. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. 2001. p. 114-131.

3. Mello VDF, Azevedo MJ, Zelmanovitz T, et al. Papel da dieta como fator de risco e progressão da nefropatia diabética. Arq Bras Endocrinol Metab. 2005;49(4):485-494. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302005000400004. Acessado em 26/03/2007.




 
 




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