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DETALHES - P&R

Autor(a):       Camila Garcia Marques
Data:             23/12/2005 14:33:46


Como ocorre a hipertrigliceridemia e quais devem ser os cuidados dietéticos?

A hipertrigliceridemia é o aumento dos triglicérides (TG) no sangue, em geral representado pela elevação das lipoproteínas de muito baixa densidade (very low density lipoproteins, VLDL), ou dos quilomícrons, ou de ambos. A taxa de TG é considerada elevada quando está acima de 200 mg/dl. Para serem considerados normais, os níveis de TG devem estar abaixo de 150 mg/dl (valores de referência para adultos > de 20 anos de idade). Valores entre 150-200 mg/dl são considerados limítrofes.

Os TG, também chamados de triacilgliceróis, são a forma de armazenamento energético mais importante no organismo, constituindo depósitos nos tecidos adiposo e muscular. Para chegar nesses tecidos de armazenamento, os TG são carregados dos locais de origem (fígado, sua fonte endógena, e intestino, sua fonte exógena) por meio de lipoproteínas. As que transportam os TG são as VLDL (contêm 55% de TG, 19% de colesterol total, 8% de proteínas, 18% de fosfolipídios e apolipoproteínas) e os quilomícrons (contêm 84% de TG, 7% de colesterol total, 2% de proteínas, 7% de fosfolipídios e apolipoproteínas). As VLDL são as responsáveis pelo transporte dos lípides endógenos e os quilomícrons, dos exógenos. Os TG são liberados tanto da VLDL quanto dos quilomícrons por meio da lipase lipoprotéica, sendo metabolizados nos tecidos de armazenamento.

Algumas situações que podem elevar os níveis de TG são obesidade, estresse agudo, ingestão de álcool, dietas com alto teor de gordura e doces, gravidez, estrogenoterapia, terapia de glicocorticóides e doenças como diabetes, pancreatite aguda, síndrome nefrótica, gota e uremia, dentre outras. Níveis aumentados de TG trazem risco de desenvolvimento de aterosclerose e doenças coronarianas.

A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que o tratamento dietético da hipertrigliceridemia, para aqueles que apresentam quilomicronemia (aumento de quilomícrons no sangue), inclua uma redução na ingestão de gordura total da dieta. Para hipertrigliceridemia secundária à obesidade ou diabetes, recomenda-se, respectivamente, dieta hipocalórica, restrição de carboidratos e compensação do diabetes mellitus. Os carboidratos se relacionam com a hipertrigliceridemia por meio da insulina, que facilita o armazenamento de gordura. A insulina intensifica a síntese de ácidos graxos a partir dos carboidratos, no fígado, estimulando a formação e secreção de VLDL.

A abstenção do consumo de álcool é recomendada não só para a hipertrigliceridemia, mas para todos os tipos de dislipidemias (como as hipercolesterolemias), pois é freqüentemente acompanhado de aumento dos TG e, às vezes dos quilomícrons. Além disso, também devem ser incluídas atividades físicas com freqüência, cerca de três a seis vezes por semana, com aproximadamente 40 minutos de exercício aeróbico, que deve ficar na faixa de 60-80% da freqüência cardíaca máxima.


Bibliografia (s)

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