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DETALHES - Notas e Notícias


Intervenção nutricional intensiva é eficaz no controle da glicemia

Data:            15/10/2010
Autor(a):       Rita de Cássia Borges de Castro
Fotógrafo:    Camila G. Marques


Estudo publicado na revista científica British Medical Journal mostrou que a orientação dietética individualizada e intensiva tem melhora considerável sob o controle da glicemia e medidas antropométricas em pacientes com diabetes tipo 2.

Durante décadas, estudos científicos mostraram que o consumo adequado de energia e nutrientes melhora o controle glicêmico e reduz o risco de complicações. Deste modo, as modificações do estilo de vida, em particular as recomendações nutricionais, são fundamentais no tratamento bem sucedido para o diabetes tipo 2. No entanto, o principal fator para o insucesso do tratamento é a falta de adesão às orientações nutricionais. Além disso, com o surgimento de novos hipoglicemiantes orais, o aumento do uso de insulina e a prescrição frequente de estatinas e anti-hipertensivos trazem maior dependência da terapia farmacológica ao invés do tratamento nutricional.

A dependência exclusiva da terapia farmacológica, como forma de compensar a falta de adesão às orientações nutricionais, torna mais difícil o controle de glicemia. Estudos prévios mostraram que a adição de insulina em pacientes que fazem uso de hipoglicemiantes orais (sulfonilureias e metformina) pode levar ao ganho de peso e maior risco de episódios de hipoglicemia.

Portanto, o objetivo dos pesquisadores foi investigar em que medida o aconselhamento dietético intensivo é capaz de influenciar o controle glicêmico e fatores de risco para doenças cardiovasculares em indivíduos com diabetes tipo 2, que apresentaram hiperglicemia persistente, apesar do tratamento medicamentoso ter sido otimizado.

O estudo, denominado Lifestyle Over and Above Drugs in Diabetes (LOADD) study, é um ensaio clínico randomizado e controlado, com duração de seis meses, realizado pela Universidade de Otago, Nova Zelândia.

Os indivíduos que participaram do estudo tinham idade <70 anos, diagnóstico de diabetes tipo 2 a mais de nove meses e, apesar do tratamento otimizado com hipoglicemiantes orais, insulina, ou ambos, apresentavam o controle glicêmico insatisfatório persistente definido como HbA1c (hemoglobina glicada) > 7%.

Os participantes também apresentavam alto risco de doenças cardiovasculares e deveriam apresentar pelo menos duas das três características: excesso de peso ou obesidade (índice de massa corporal ≥ 25 kg/m2), hipertensão (com uso de medicação ou pressão arterial> 140/90 mm Hg) e dislipidemia (com uso de medicamentos ou colesterol total >5,2 mmol/l, LDL-c >3,5 mmol/l, triglicérides >2,0 mmol/l, HDL-c <1,0 mmol/l).

Os pacientes foram randomizados em dois grupos: controle, sem intervenção dietética intensiva e o grupo intervenção, que teve orientações dietéticas intensivas baseadas nas recomendações da Associação Europeia para Estudo do Diabetes (EASD).

Os dois grupos receberam aconselhamento para realizar pelo menos 30 minutos de atividade física de intensidade moderada, na maioria ou todos os dias da semana.

As orientações nutricionais do grupo intervenção apresentavam a seguinte distribuição dos macronutrientes, em relação ao valor energético total (VET): 10-20% de proteína, lipídeos menor que 30% (gordura saturada <10% ou <8% se LDL-c estava elevada, ácidos graxos poliinsaturados <10% da energia total), 45-60% de carboidratos. A meta para consumo de fibra alimentar foi de 40g/dia ou 20g/1.000 kcal, e aproximadamente metade da quantidade consumida deveria ser fibra solúvel.

A ênfase da orientação foi em relação às quantidades adequadas de alimentos, estímulo à ingestão de legumes, frutas, verduras, cereais integrais, peixes, nozes, laticínios com pouca gordura e carne magra, quando consumida.

No primeiro mês do estudo, cada participante do grupo intervenção teve duas sessões individuais com nutricionista, em seguida, sessões mensais por cinco meses. Além disso, esse grupo recebeu sessões de educação nutricional nos primeiros dois meses e ligação telefônica entre as visitas para reforçar as recomendações dietéticas e dar apoio adicional. Os membros da família foram incentivados a participar das sessões de educação alimentar.

O principal desfecho clínico analisado foi HbA1c e os desfechos secundários incluíram medidas de adiposidade (avaliação antropométrica), pressão arterial e perfil lipídico.

Dos 104 participantes, 94 (90%) completaram o estudo de seis meses, o que resultou em: n = 48 no grupo controle e n = 45 no grupo intervenção. A diminuição da HbA1c no grupo intervenção foi altamente significativa (p = 0,007) em relação ao grupo controle. Resultados positivos também foram encontrados com relação à perda de peso, com diferença de -1,3 kg para o grupo intervenção (p = 0,032), diminuição do índice de massa corporal (p = 0,026) e diminuição da circunferência da cintura (p = 0,005). Houve também, no grupo intervenção, a diminuição no consumo de gordura saturada (p = 0,006) e aumento no consumo de proteínas (p = 0,045), sendo estas as diferenças mais marcantes na ingestão alimentar entre os dois grupos.

 “A redução da HbA1c pode parecer modesta, mas outros estudos confirmam que qualquer redução da HbA1c já é favorável em reduzir o risco de complicações do diabetes tipo 2”, explicam os pesquisadores.

“O fato de que os participantes eram voluntários e estavam preparados para fazer mudanças significativas no estilo de vida, durante os seis meses da intervenção, pode ser percebido como um dos pontos fracos do estudo. No entanto, um elevado nível de motivação e de adesão à terapia nutricional é um requisito essencial para o tratamento do diabetes”, concluem.




Referência(s)

Coppell KJ, Kataoka M, Williams SM, Chisholm AW, Vorgers SM, Mann JI. Nutritional intervention in patients with type 2 diabetes who are hyperglycaemic despite optimised drug treatment-Lifestyle Over and Above Drugs in Diabetes (LOADD) study: randomised controlled trial. BMJ. 2010;20;341:c3337.






 
 




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