Tamanho do texto maiorTamanho do texto pequeno
E-Mail
Senha
 
 
  Esqueci a senha  
  Acesso bloqueado  
  Cadastre-se

 
  Notas e Notícias
  Perguntas & Respostas
  Nutriletter
  Teses e monografias
  Diretrizes e Legislação
  Manuais
  Anais de Congressos
  Entrevistas
  Aulas
  Tabelas
  Pirâmides
  Cálculos
  Livros
  Links
  Glossário
 
  Anorexia e Caquexia
  Diabetes
  Imunonutrição
  Fibras
  Nutrição Parenteral
  Probióticos
  Nutrição e Saúde Ideal
  Suplementos Orais
  Terapia Nutricional
  Nutrição Enteral
  Paciente Crítico
  Lipídios em NE
  Nut. Perioperatória
  Fibras em NE
  Nutrição Clínica
  Fórum HMB
  Nutribunal & NSI 2012
  Probióticos em cápsulas
 
  Nutrirepórter
 
  Enquete
  Cartas
  Agenda de eventos
  Ajuda
  Fale Conosco
 
  Quem Somos
  Mapa do Portal
 
  ICNSO
  GANEP
 

 
 
 
 
 
DETALHES - Notas e Notícias


Dieta hiperprotéica rica em cálcio é menos prejudicial

Data:            19/11/2004
Autor(a):       Patricia Logullo
Fotógrafo:    Equipe Nutritotal

Ainda não foi resolvida a polêmica em torno das perdas minerais ósseas associadas a regimes de perda acentuada de peso. Diversos estudos na literatura mostram que obesos submetidos a essas dietas têm sua saúde óssea em risco, por causa da restrição de ingestão de alimentos e, conseqüentemente, de cálcio. As dietas hiperprotéicas propostas mais recentemente só vieram aumentar a celeuma: a ingestão aumentada da proteína pode aumentar a absorção intestinal do cálcio mas, por outro lado, faz reduzir o pH sangüíneo e esta acidez leva, teoricamente, a maior perda de cálcio pela urina - isso, dependendo da ingestão regular de cálcio e da saúde do osso antes do início do regime, pode ou não significar perda de massa óssea. Agora, um novo estudo tentou garantir, ao mesmo tempo, alta ingestão de proteína e de cálcio e mostrou que esta poderia ser uma alternativa de proteção contra a perda óssea. “Porém estudos de longo prazo são necessários para investigar esses efeitos na densidade mineral óssea”, comentam os pesquisadores australianos.

O trabalho envolveu 60 adultos com índice de massa corpórea (IMC) entre 27 e 40 kg/m2, 50 dos quais completaram um programa de dieta de restrição calórica de 12 semanas mais 4 semanas de balanço energético. Todos receberam dieta restritiva (1.320 kcal/dia) e hiperprotéica (34% de proteínas, 41% de carboidratos e 24% de gorduras). Porém metade recebeu uma dieta riquíssima em cálcio (2.400 mg ao dia, próximo ao limite máximo tolerável, de 2.500 mg/dia), proveniente, principalmente, de leite e iogurte, e a outra metade dos participantes ingeriu dieta pobre em cálcio (500 mg/dia), em que a proteína era oriunda de diversas fontes, e com maior e mais diversificada oferta de vegetais.

Os autores esperavam que os participantes ingerindo dieta hiperprotéica rica em cálcio apresentassem maiores níveis de excreção urinária de cálcio ao final dos dois períodos da dieta, comparados com os sujeitos que ingeriram pouco cálcio. No entanto, a calciúria foi reduzida ao longo do tempo nos dois grupos, em aproximadamente 33% em relação ao momento de entrada no estudo (p < 0,05).

Os pesquisadores levantam algumas justificativas teóricas possíveis para o resultado: “É possível que a carga ácida total de ambas as dietas no nosso trabalho tenha sido baixa, o que explicaria parcialmente a redução na excreção de cálcio, porque a baixa ingestão de cálcio ao final do período do estudo pode ter sido a responsável pela redução na calciúria em um dos grupos, mas não no outro, que ingeriu cerca de 300% mais cálcio do que o habitual. O metabolismo do cálcio associado ao do fósforo, aumentado nas dietas ricas em proteína animal, também pode ter sido responsável pelo resultado”.

O que ficou bastante claro no estudo é que o grupo com baixa ingestão de cálcio e alta ingestão protéica apresentou, além da redução na calciúria, aumento em marcadores séricos da renovação óssea (como a calcitonina), o que não ocorreu com o grupo que ingeriu mais cálcio. “Essa elevação no turnover ósseo pode ser desfavorável para a manutenção da massa óssea”, alertam os pesquisadores. Reflexos dessa cinética óssea aumentada não puderam ser notados em exames de densitometria óssea devido ao curto período do estudo.

Referência(s)

Borges VC, Ferrini MT, Waitzberg DL, et al. Minerais. In: Waitzberg DL, editor. Nutrição Oral, Enteral e Parenteral. 3 ed. São Paulo; Atheneu; 2000. p. 117-149.

Bowen J, Noakes M, Clifton PM. A high dairy pritein, high-calcium diet minimizes bone turnover in overweight adults during weight loss. J Nutr. 2004;134(3):568-73.






 
 




In compliance since 2001




 
 
Copyright by Nutritotal. Todos os direitos reservados.     Tecnologia : Fermo Sistemas .     Design gráfico : Junco Estúdio Gráfico    Videos : PW Video Server